domingo, 30 de agosto de 2026

O ódio do Chega aos bebés e crianças

Foto: Miguel Lopes/Lusa

Quando… Quando pensamos que a barbárie extremista e o ódio já atingiram o limite, estamos enganados! Vejamos.
– Quando alguns se ajoelham nas igrejas e negam o conceito bíblico de que “De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra” [Paulo em Atos 17:26], perguntem porquê?
– Quando, eles, na cegueira do ódio negam o conceito de que “Não há judeu nem grego… todos sois um em Cristo Jesus” [Gálatas 3:28]. Ou “Amarás o estrangeiro como a ti mesmo” [Levítico 19:33–34], escolhei um lado!
– Quando na vontade da barbárie até abordam os bebés e as crianças, recordai “Deixai vir a mim as criancinhas, não as impeçais, porque dos que são como elas é o Reino de Deus”, [Marcos 10:13-16], levantai-vos para defender tod@s!
(Ouça o artigo no podcast:)

Prioridade para crianças portuguesas
O partido de Ventura, Pedro Frazão e Rita Matias [por ordem do pódio da aldrabice e que rasgou o mandamento bíblico “Não darás falso testemunho contra o teu próximo”] apresentou projetos-lei para que “seja dada prioridade no acesso a creches, apenas a crianças de agregados familiares de origem portuguesa” e “cujos progenitores sejam contribuintes do sistema de segurança social“. É ódio que cheira a fascismo, cheira a “racismo biológico”!

O direito de todas as crianças à educação
Os extremistas não se levantam, com a força de 60 deputados, para defender mais e melhores creches, proteção a todas as crianças, deixando vir todas as crianças ao direito à educação! Não.
Na linguagem racista, a prioridade é uma questão de nacionalidade – como se na criança houvesse uma culpa -, se é que fosse sua culpa não nascer em Portugal, ou mesmo que tenha nascido e não ter a nacionalidade portuguesa. Ou, por que razão um bebé filho de progenitor desempregado ser marginalizado da creche?!

A comparação com a discriminação nazi
O partido do ódio repete a política de Hitler sobre os judeus.
Foi começando uma limitação legal de acesso de judeus às escolas públicas, em abril de 1933, com a “Lei contra a Sobrelotação das Escolas” que o fascismo começou a discriminação das crianças judias.
Com a sobrecarga que vivemos nos serviços públicos pela política do governo, o problema irá aumentar. Será, pois, natural que os racistas venham depois defender o que Hitler impôs: máximo de 5% de alunos judeus nas escolas públicas, e fixava uma quota de 1,5% para novas admissões de estudantes classificados pelo regime como “não arianos”.

Um alerta contra a exclusão
Seguindo a linha hitleriana “o Chega entregou também, esta quarta-feira, um projeto de lei no Parlamento para que as crianças com nacionalidade portuguesa ou filhos de cidadãos de estados-membros da União Europeia tenham prioridade no acesso a escolas públicas” jornal Expresso. Assim se começa a excluir! Em vez de melhorarmos as escolas, deixamos crianças sem aulas? Prioridade de aprender é para TODAS AS CRIANÇAS!

“A história repete‑se, primeiro como tragédia, depois como farsa.” Escreveu Karl Marx em “O 18 Brumário de Luís Bonaparte” (1852).
Parece que o povo precisa de abrir mais os olhos!
Vítor Franco
Artigo publicado no jornal online Mais Ribatejo

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