É um percurso que sugiro vivamente. Voltei a ele, este dia "fresquinho" de 11 de agosto - pré eclipse.
| Bonito azulejo da estação ferroviária de Santarém, manipulada para realçar só com a bike. |
Desta vez foi para mostrar a um amigo a riqueza cultural e social da nossa terra. Foi também muito interessante para mostrar e contar aquilo que foi a minha juventude de trabalhos nas colheitas [neste momento foi mais o tomate e o pimento] em contraste com o que é hoje a mecanização da agricultura.
Foi um prazer visitar as aldeias avieiras e contar as suas histórias [clique aqui para artigo específico]. Apesar da degradação e uma certa perda de identidade das aldeias avieiras destaco a Palhota e elogio a preservação da casa onde viveu o escritor Alves Redol para escrever o seu livro dedicado a estas comunidades.
Os campos estavam, estão, muito secos, o que acaba por ser favorável à progressão. As bicicletas usadas foram as de gravel e btt. As visitas às Caneiras, Palhota e Porto da Palha acabam sempre por acrescentar uns kms àquilo que possa ser a voragem de pedalar. Mas, afinal, a pedalada é para se fazer sentindo e vivendo o espaço envolvente.
São ainda evidentes os prejuízos causados pelas cheias, nomeadamente em Valada. Todos e todas conhecem os benefícios das cheias, entre outras coisas é bom para "tratar" do invasor jacinto de água: levou uma varridela para as terras ou para o mar.
Boa surpresa foram também os flamingos já perto do Parque das Nações. Vila Franca de Xira marca ensinamento público com o seu passeio à beira rio, com o seu excelente museu do neorrealismo e por bons restaurantes onde comi umas belas enguias fritas.
A pedalada faz-se na direção que se quiser, se começares em Lisboa podes seguir as setas amarelas do Caminho de Santiago / Fátima. A volta pode fazer-se pelo comboio, de forma barata e confortável. O comboio tem ainda a vantagem de se poder "desistir" em qualquer lugar, que quase se tem sempre uma estação de comboio.
Se alguém precisar de gpx diga ;)
Vítor Franco
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