sábado, 8 de agosto de 2020

Jardim Botânico de Lisboa

Consta-se que o nome do rio Tejo tenha [Etimologia] história ou origem na palavra e da árvore Teixo, "Taxus Baccata". De folhas venenosas dela se retiram substâncias de tratamento do cancro.

Há cidades que preservam os seus jardins, as suas árvores, as suas flores, os seus lagos, o seu romantismo!

No lindo Jardim Botânico de Lisboa, jardim científico...

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Teixo












terça-feira, 4 de agosto de 2020

Museu José Malhoa: uma visita ao naturalismo português, a não perder!

Lugar por excelência do naturalismo português o Museu José Malhoa expõe o maior núcleo de obras do artista seu patrono.
Percorrê-lo, devagar, é também um regresso ao passado através da beleza da arte.
O Museu dedicado essencialmente às obras de José Vital Branco Malhoa fica no belíssimo jardim e Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha. 
A entrada aos domingos e feriados de manhã é grátis. Consulte aqui horário e preços.
Aproveite para almoçar na cidade, eu vou sempre ao restaurante O Ribatejano, goze as sombras e aproveite para namorar nos recantos :) :) 
O Museu da Cerâmica e o do Ciclismo são possibilidades complementares de visita e serão alvo de outras publicações.

António da Silva Porto, A Salmeja, 1884

José Malhoa, Gritando ao rebanho, 1891

José Malhoa, Festejando o S. Martinho, 1907

Maria de Lourdes Castro, A vendedeira de laranjas, 1929

José Malhoa, As promessas, 1933

Artur Cardoso, Uma pausa forçada, 1913

Eduardo Malta, Inês, Brasileira mulata, 1938

Henrique Medina, Rapariga da Galiza, 1948?

Emília Braga, Retrato da velha, 1908

Severo Júnior, As bruxas de Almodôvar, 1947

Dórdio Gomes, Mulheres alentejanas, 1932

Leopoldo de Almeida, O pensador, 1939, escultura em gesso patinado

José Rato, Sem casa e sem pão, 1919, escultura em mármore


Vítor Franco



quinta-feira, 16 de julho de 2020

Santarém, um século de imagens!

Santarém é mais do que uma "imagem perceção" é uma imagem realidade. Nessa realidade cabem tempos e estórias que fazem a história, documentos que testemunham relações sociais e vivências plurais, evoluções e involuções urbanísticas ou patrimoniais - mas essa, afinal, é a história de todas as cidades.
Este excelente trabalho de António Monteiro é montra de muitas dessas vivências e merece o nosso atento olhar.
No propósito desta mensagem está o conhecimento cultural e histórico, independentemente da interpretação crítica que cada pessoa possa ter sobre estes.
Visitar um lugar não é apenas olhar o seu presente, é também compreender o seu percurso histórico! Clique em "Santarém, um século de imagens", é um testemunho desse percurso.
Em boa hora o site "Eu gosto de Santarém" faz aqui a divulgação deste trabalho. Juntámo-nos nesta partilha.
Esta é uma primeira de várias publicações com trabalhos de António Monteiro ao qual agradecemos publicamente.
Imagens de pré-visita a Santarém. #1
Vítor Franco





terça-feira, 30 de junho de 2020

E da latinha sai uma surpresa: a sardinha!

Saiba que o Algarve tem muitas mais belezas do que as praias. Fica a sugestão para visitarem a “Mostra Conserveira” que se situa no bonito edifício do Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Santo António.

As máquinas, ferramentas e materiais contam estórias que fizeram a história de VRSA. São vidas de ousadia, partilhas, solidariedade e lutas laborais onde as mulheres têm protagonismo destacado para diminuir a miséria.

VRSA teve mais de 10 fábricas de conservas de peixe. Criada nos fins do século XIX, a procura foi potenciada para responder a alimentação de soldados e distribuição por populações famintas. As conservas eram comida de pobres, tão pobres como quem as fazia, hoje são gourmet em lojas para turistas!

Não perca um passeio a pé pelo centro histórico pombalino. Fica um desafio: 

- O que são Muxama, Enxalavar, Ronqueador? Escabeche, sabe não sabe? Ou tenho de lhe emprestar uma Almontolia?

Em baixo deixo-vos textos interessantes que podereis ler com calma, mas como blogue em que a bicicleta tem lugar privilegiado aqui juntamos gpx para a Ecovia do Litoral. Sim, eu sei que também gostariam de fazer a Rota Algarviana – mas isso são outras pedaladas e o verão não é bom concelheiro para essa epopeia.

Contatos do Arquivo Histórico: arquivomunicipal@cm-vrsa.pt, 281 510 260. 

Gpx da Ecovia do Litoral, clique aqui

História da Indústria Conserveira em Vila Real de Santo António, dos investigadores Ismael Estevens Medeiros e Pedro Miguel Bandarra; excelente trabalho com lindas fotos e excelentes descrições, link aqui. 

Ótimo estudo, de leitura fácil, sobre as dinâmicas emancipatórias das operárias conserveiras do Prof. Hélder Faustino Raimundo da Universidade do Algarve, clique aqui.

Vítor Franco










Galeão a remos

Calões posicionados no copo da armação

Descabeço da sardinha



domingo, 14 de junho de 2020

A história do dinossauro que caiu numa gruta de Santarém


Era uma vez um terópode que corria, marcando pegadas perenes que sobreviveriam à sua espécie, quando (…) de repente (…) desaparece! Para onde teria ido este comilão carnívoro do jurássico médio?

Tinha caído numa gruta em Santarém!

Naquele lugar a que chamam Vale de Mar, nome bom para quem ainda regista dezenas de fósseis marinhos gravados na pedra, em rocha elevada quando as placas tectónicas “andaram a jogar às cavalitas” a água ajudou a cavar algares como o descoberto pelo Sr. Pena com cerca de 50 m de altura.

Para visitar o Algar do Pena é preciso contactar primeiro o Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros [243 400 630, pnsacvisitas@gmail.com]. Se ainda se mantiver encerrado pode ver aqui um filme do mesmo.

As pegadas do grandalhão de 2 toneladas estão bem visíveis ali bem perto do algar, em Vale de Meios. Também registadas em vídeo, que pode ver aqui.

Almoce ou jante numa dos restaurantes das aldeias e aproveite para um passeio.

Visite a aldeia de Vale da Trave. É lá a Associação de Compartes dos Baldios cuja atividade é um bom exemplo de boa utilização do espaço serrano, dinamização local, fomento dos recursos endógenos da serra como as plantas medicinais… Olhe com atenção para a flora, veja lá se descobre esta orquídea cuja morfologia assim se adapta ao polinizador.

Se gosta de BTT deixo-lhe aqui dois tracks: Praia Jurássica e pegadas de dinossauros e Dobrar a Fórnea. E aqui fica o exemplo de uma caminhada de 22 kms. Tanto o BTT como a caminhada necessita de GPS. 

Querem saber mais da história do dinossauro? Terão de visitar a gruta e o seu habitat :) :) 

Este Maciço Calcário Estremenho é só surpresas, mas disso falaremos noutras sugestões de visita. Sugestões de leitura: Portugal em Pedra, Serra de Aire e Candeeiros.

Vítor Franco

terça-feira, 9 de junho de 2020

Guia de visita para um dia em Santarém

O centro histórico de Santarém é testemunho de uma história rica e plural. 
Foi terra de árabes e judeus, colocados extramuros após a conquista de D. Afonso Henriques; Santarém continuou sendo plural nas suas vivências com senhores feudais e campónios, agrários, “gaibéus” e “ratinhos”, burgueses e proletários. A diversidade espelha-se por exemplo nas coletividades centenárias como Sociedade Recreativa Operária ou os Caixeiros
Neste convite para uma visita de um dia deixo-vos sugestões adequadas ao espaço / tempo disponível. As sugestões não passam pela imagem do campino/touro pois entendo-a como construção identitária deslocada da pluralidade cultural histórica e patrimonial.


Ver mais informações e fotos
#10 Milhões de Razões para ficar em Portugal

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Entrevista ao jornalista Alexandre Cavalcante, Porto Alegre, Brasil

O momento tenso que o Brasil vive levou a conversa para alguns temas como o forte impacto da Covid-19 nos lugares mais pobres. As comunidades indígenas temem a sua extinção. Mais 200 pessoas, dos poucos serviços públicos de saúde, já faleceram pela epidemia. Nas favelas a população está a organizar-se para substituir os frágeis ou inexistentes serviços públicos.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Crónica de um peregrino ateu

foto a partir do mirador do pico de Stª Catalina
La Fuente é uma aldeia “perdida” nos Picos da Europa. É daquelas aldeias amorosas que te convocam para a ternura de um tempo sem tempo de partida. Fiquei em dívida com La Fuente. A aldeia foi meu repouso num dia frio de junho de 2019. Irei voltar a La Fuente, talvez já não seja de bicicleta...
Em San Vicente de La Barquera deixei o Caminho do Norte a Santiago, que tinha começado em Hendaye na fronteira da França com o País Basco.
Tomei fala com os técnicos do Parque Natural, aconselharam fugir da montanha, os trilhos do Caminho Lebaniego estavam perigosos, a chuva caía com frequência, optar por estrada de alcatrão, seguir pelo desfiladeiro era a opção segura.
Rio Deva
Ainda em San Vicente, no mosteiro franciscano de Nuestra Senhora de los Angeles, colhi a credencial liébana e um diálogo sereno com um frade de voz pausada e agradável. Partilhou um pouco da sua vivência, do seu rumo, e do sagrado culto à cruz no Mosteiro de Santo Toribio de Liébana… Perguntou-me por Fátima… Não é fácil a um ateu em peregrinação a Stº Toribio, um dos quatros lugares sagrados da igreja católica, explicar-se como ateu. Contei-lhe que nasci ao lado de Fátima, em Reguengo do Fetal… Acolheu com serenidade a minha consciência não religiosa [não cheguei a contar da minha opção marxista] e entre diálogos e rumos filosóficos a conversa tomou o rumo do rumo a seguir de bicicleta…
De manhã bem cedo, tinha partido da linda Santillana del Mar, onde tinha pernoitado num dos albergues do Caminho do Norte a Santiago de Compostela. Ao fim da tarde cheguei à aldeia de La Fuente.

O albergue de peregrinos estava despovoado de gente. Todas as portas estavam abertas; são assim os lugares confiantes, os que serenamente recebem sem trancas nem desconfianças.
O silêncio entrecortado pelo vento, o canto das aves, o palrar das folhas e o cantar das águas de um pequeno rio [que por aqui lhe dão nome de arroyo], construíam tranquilidade. O nevoeiro cedo tomou conta do vale.
O guarda do albergue era um jovem, talvez por uns 30 anos, tinha vindo de longe, de muito longe, para ali chegar. Meti conversa, o seu castelhano era fluente e o conhecimento dos Picos profundo. Pedi-lhe conselhos para o caminho vindouro.
Ele arrastava as palavras como se cada sílaba lhe fizesse muita falta para preencher cada minuto. Muito calmamente, o jovem búlgaro erradicado na aldeia de La Fuente explicou-me o caminho para subir ao mirador de Stª Catalina e como chegar mais facilmente a Potes. A explicação minuciosa incorporava tanta informação que à medida que avançava crescia o meu receio de me perder na montanha. Pedi-lhe para esperar e fui buscar o meu caderninho. Olhou-me calma e compreensivamente recomeçou, repetindo pausadamente cada passo.
O jovem convidou-me para jantar, mas o almoço de uma terrina de fabada asturiana ainda se mantinha, agradeci com simpatia. Andava como falava, como que caminhando naquele nevoeiro que frequentemente me acompanhava. A sua figura aparecia e desaparecia no albergue como no nevoeiro ou nas nuvens daquelas serras altas: silenciosa e rapidamente. Também ele tinha o seu rumo: guardador de sonhos da mãe natureza.
Manhã cedo retomei o meu rumo, Potes e Stº Toribio.
Potes é uma linda vila. Dali ao mosteiro é uma “pequena” subida. O joelho esquerdo, já inchado, queixava-se em cada pedalada. Lá cheguei. Encostei a bicicleta e caminhei um pouco. Na igreja fui recebido por um padre que me mostrou a cruz que se consideram sagrada por ter parte da madeira da cruz onde morreu Cristo. Carimbei a credencial e comprei o diploma…
Stª Toribio
Nessa noite dormi no albergue de Potes, paguei 5, cinco, euros. Escolhi uma cama mais junto ao rio Deva. O calmante som das águas fizeram-me recordar as conversas do dia com o frade e o jovem búlgaro. Tinha sido um belo dia de 8 de junho. No dia seguinte seria a subida aos Picos, nova etapa, rumo à natureza.
Vítor Franco
Crónica publica no Jornal online Mais Ribatejo, https://maisribatejo.pt/ 
Informações úteis em:

sábado, 2 de maio de 2020

O campo de concentração de Mauthausen, à beira do Danúbio

Vídeo feito aquando da cicloviagem pelo Danúbio, em junho 2019.
Recomendo o excelente filme "El fotógrafo de Mauthausen, um filme que retrata a vida de um corajoso prisioneiro que reúne fotografias sobre as atrocidades dos nazis. 
É baseado em factos reais e pode ser visto na netflix.

Jardim Botânico de Lisboa

Consta-se que o nome do rio Tejo tenha [Etimologia] história ou origem na palavra e da árvore Teixo, "Taxus Baccata". De folhas ve...