Vamos lá tentar passar a fronteira, galdeirinha estás pronta? Ao que ela pôs logo as luzes em pisca pisca. 

Então, hoje foi pedalar até à fronteira, que está aberta mas quase sem tráfego, estavam vários camiões à espera, de dez em dez minutos aparece um carro. Claro que não deixam passar bicicletas, eu até sabia, mas vale sempre a pena tentar - até para ver o que acontece :). Ainda troquei umas palavras com um senhor do primeiro controlo de passagem [que não esteve para me aturar, só fazia era abanar a cabeça negativamente. Na volta pensava, hoje havia de aturar este maluco :)], depois meti fala com um motorista russo, mas, foi um diálogo curto devido à dificuldade de comunicação; usei o tradutor, frases simples e curtas, quis saber de onde eu era e como ali tinha chegado. Não falámos de política, claro...
Passada esta "festa" da fronteira, começo por partilhar a história deste monumento mesmo ali ao lado.
Passada esta "festa" da fronteira, começo por partilhar a história deste monumento mesmo ali ao lado.
Cito: “Este monumento presta homenagem às vítimas do ataque, de Medininkai, ocorrido em 31 de julho de 1991”, faltam 5 dias para fazer 34 anos, “na fronteira entre a Lituânia e a Bielorrússia, durante o processo de independência da Lituânia da União Soviética.
Naquela madrugada, forças especiais soviéticas (OMON) atacaram o posto fronteiriço de Medininkai, matando sete oficiais lituanos.”
Este monumento é mais um exemplo de como está tão viva a memória lituana. Em coerência, o apoio à Ucrânia está visível por todo o lado. São imensas as bandeiras ucranianas e até os autocarros têm, à frente, 💗 Ucrânia!
Tomei então o rumo do castelo de Medininkai para uma visita. É um castelo feito num alto desta povoação fronteira, à volta é campo e floresta, do lado bielorusso é torres de vigia e arame farpado :). O castelo tem uma pequena exposição de quadros alusivos ao lugar, batalhas medievais, armas e armaduras.
A fome apertava pois a bucha já tinha ido há tempo. Perguntei por lugares de comida na receção do castelo mas a senhora não compreendia nada, estava pior do que eu :), foi chamar uma senhora que até dava uns toques em portunhol, lá me indicou...
Foram 71 km com um regresso mais refrescado pela chuva leve que de vez em quando descia à terra. Soube bem!
Vítor Franco
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