Hoje o dia foi para visitar Helsínquia. Foi um bate-volta como dizem no Brasil. Saí de Tallinn bem cedo [tinham-me alertado para preços muito altos, então levei um saco quase cheio de comida, eh eh eh] e voltei no último barco.
A tendência arquitetónica atual é, dizem as leituras, de forte influência neoclássica, bem interessante e patente na Catedral católica [a branquinha] e na Praça do Senado. Uma nota paralela, eu adoro as obras do arquiteto Andrea Palladio e tive o prazer de visitar Vicenza, cidade onde faleceu e onde se situam algumas das suas mais belas e magníficas construções.
Em Helsínquia, realço o enorme edifício da livraria Oodi, é simplesmente magnífico! Ondulado externa e internamente, amplo e cheio de luz natural, pulula de vida. Salas de ensaio para bandas [em tempos idos defendi isso para o ex matadouro], dezenas de jovens a jogar xadrez, outros jogos dos mais variados, salas de informática, impressão em papel e 3D, lugares até só para ler, descansar e muitos a dormir a sesta, espaço para crianças, famílias em “piquenique” ...
Nota alta para o museu de Arte Finlandesa que destaca nas suas exposições como a histórica discriminação da mulher impediu a afirmação da mulher artista. Cito, “Se uma mulher quisesse escolher os seus próprios temas, como paisagens montanhosas, tinha de viajar e fazer trilhos. Fazê-lo sozinha era mal visto. Muitas vezes, uma artista era acompanhada por um colega ou familiar do sexo masculino, enquanto uma acompanhante mais velha também era aceitável. Algumas até viajavam sozinhas, mas só mais tarde na vida, como Elisabeth Jerichau-Baumann fez depois dos 50 anos.” Imagina-se hoje, mas alerta que o machismo está a crescer imenso!
Não houve tempo para ver a igreja Luterana construída de dentro da própria rocha, igreja da Rocha / Temppeliaukio.
Noite dentro, de volta a Tallinn...
Noite dentro, de volta a Tallinn...
Muito mais fotos na publicação do facebook.
Vítor Franco
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